quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Apesar das perdas, fé no otimismo!

Hoje acordei, fui ver as notícias e me deparei com algo não tão inesperado mas forte, uma sensação de perda. Não perda de algo ou alguém, mas uma perda de forma geral. Perda de esperança, perda de paciência, perda de credulidade nas pessoas.

Isso porque a gente busca se apoiar em ações de solidariedade, de boa vontade, mas parece que as pessoas estão mesmo muito mais pra guerra do que pra paz. O que mais vemos são discursos de paz e palavras de agressividade e ataque. Se a atitude de alguém me incomoda, esbravejo, se algo não me convém ou não está de acordo com minhas convicções parto pra cima, com os pés no peito, seja ele de quem for.  

Voltando então às perdas, a única coisa que não podemos mesmo perder e que ainda podemos nos apoiar é a fé. Se procurarmos o significado dessa palavra tão pequena veremos que ela quer dizer acreditar em algo que não vemos mas que esperamos, é a convicção da existência de um fato ou afirmação. 

Só mesmo com muita fé pra acordar todo dia e acreditar que ainda vale a pena planejar o futuro, que ainda vale a pena sonhar em ter um filho, que ainda vale a pena sorrir e festejar.

Dito isso, preciso contar que sou uma das pessoas mais otimistas que conheço! Sonho, planejo, acredito. Mas sabe o que aconteceu hoje de manhã? Me vi ilhada em meio à notícias de ataques terroristas contra povos que atacaram outros povos e que por sua vez, como vingança, atacarão novamente, num ciclo sem fim. Vi notícia de policiais que alvejaram com mais de 120 tiros o carro de cinco jovens que saíam pra comemorar o primeiro salário de um deles. Vi notícia de famílias de policiais que perderam seus maridos, pais, filhos, pelo simples fato de alguém ter descoberto a sua profissão e o assassinado na sua porta, ou numa troca de tiros para tentar salvar algum refém em um porta malas qualquer. Vi notícia de torcidas que não gostaram dos resultados dos seus jogos e resolveram agredir e matar torcedores dos times alheios, que por sua vez se vingarão na próxima partida, matando outros torcedores também.  

Mais uma vez, dito tudo isso, eu continuo a ser uma otimista? Sim, eu continuo. Porque acredito que enquanto houver uma única pessoa que quer o bem e busca ele, e essa pessoa acorda de manhã planejando um futuro melhor, e essa pessoa sonha em ter um filho e criá-lo de forma a amar as outras pessoas e aceitar as diversidades, sem agressividade,sem violência, e essa pessoa sorri e festeja o fato de existir um novo dia, então vale sim a pena ser otimista e ter fé, de que um dia as notícias da manhã nos farão sorrir pra vida com a sensação de ganhar, sempre!  








terça-feira, 8 de setembro de 2015

Se correr o tempo não pega! Ou pega?

Volto aqui pra escrever, porque amo, porque faz falta, porque é necessário, mas com uma sensação enorme de: passou todo esse tempo desde a última vez?

O que a falta de tempo não faz? Faz a gente às vezes querer fazer tudo e não fazer nada justamente por isso.

E aquele assunto de elevador? Não, não a falta de chuva...aquele: "e o final do ano? tá aí hein!" E o que é pior, tá mesmo! Parece que o tempo vai de repente nos atropelar e nos deixar em um limbo, pra gente parar e pensar onde estou? Que dia é hoje? Já é amanhã? Já é ano que vem? Assustador!

Mais assustador ainda pra quem como eu está passando por um momento de transformação, de construção! Seria necessário um dia com 48 horas, pra na metade dele só colocar as ideias em ordem. Mas ao contrário disso parece que o relógio resolveu virar ventilador.

Eu definitivamente não tenho mais controle do meu tempo, só corro! Corro pra alcançá-lo e pra ele não me pegar!!!


quarta-feira, 18 de março de 2015

Me vê uma porção de liberdade com uma dose de respeito, por favor!

Primeiro o embate era sudeste contra nordeste, até as eleições. Aí o politicamente correto bateu na porta e as hostilizações tiraram uma folga... Folga de carnaval. Agora a briga é entre classes, quem é mais elite? Quem é mais “coxinha”? Mas no final das contas o que vale é brigar.

A luta ou defesa sempre é válida, mas quando tem embasamento, quando tem conhecimento do que fala, ou grita. Talvez os gritos e coros fossem muito mais ouvidos e surtissem mais resultado, se todos soubessem o que precisam, querem e que o outro, independente quem seja, merece respeito.

Parece que quanto mais nos modernizamos mais a nossa sociedade quer viver numa selva. Impera a lei do mais forte, mais poderoso ou mais culto. Mesmo que isso não seja verdade, se o indivíduo tem essa convicção, ele vai querer esmagar o outro, o tal do seu opositor. Nem a vitória vale tanto quando ver o adversário derrotado, humilhado. Se fulano torce por um time, não basta sua vitória, o melhor vai ser zombar do perdedor no dia seguinte. Se temos um partido ou convicção política, não basta lutar pelos nossos ideais, temos que mostrar e provar que o outro é inculto, desinformado, burro mesmo, por não pensar como nós.

Por que será que cada vez fica mais difícil ver por aí alguma frase começando com “entendo...” e com um “porém...” no meio, quem sabe até um “obrigada” no final? As pessoas estão mais dispostas a mandar goela abaixo sua opinião e partir pra briga, sem pensar se aquilo vai ofender ou ferir quem está do outro lado.

Liberdade de expressão sempre, mas com uma boa dose de respeito, por favor!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Depois do feriado começo a dieta!

- Ah, mas agora é Natal!
- Depois do Réveillon porque agora é festa!
- O ano só começa depois do carnaval né?!
- Ah, mas tá chegando a Páscoa, ovo de chocolate, presente do namorado, do marido, amigo chocolate, presente da mãe...
- Já é festa Junina? Huum chocolate quente, bolo de fubá, bolo de milho, bolo de fubá com milho...
- Mas agora tá tão friiio...
...
- Ah, mas agora é Natal!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

50 tons de cinza: as Amélias repaginadas

Será que estou perdida no tempo ou não me encaixo já nesse mundo? Porque sinceramente sempre fui feminista, dessas que não odeiam os homens não, mas têm uma vontade enorme de lutar pelos direitos e liberdade das mulheres... Com bastante moderação é verdade, nunca queimei nenhum sutiãzinho sequer! Mas atualmente me sinto perdida, tudo o que achava que sabia sobre nós mulheres está caindo por terra... Ou será que a maioria das mulheres está mais perdida que eu? Ou será tudo um modismo imposto pela massa? Que dilema!
Tudo pra dizer: Não, eu não entendo as mulheres que exaltam a voz no último tom, de peito estufado pra dizer que a-do-ram o livro/filme 50 tons de cinza! Nossas avós tiveram tanto trabalho, queimando os tantos sutiãs que eu não queimei em prol de bem maiores, como o nosso direito que gostar e fazer o que quisermos, de exigir respeito e igualdade, entre tantas outras boas intenções, mas ganharam o que? No máximo alguns peitos caídos e muito desgosto!
Vejam, não critico a forma de “amar” das pessoas, cada um sabe de si, da sua própria vida e faz dela o que quiser. A questão é que, mulheres que naturalmente, por sua forma de agir, pensar e viver, condenariam o discurso do livro/filme, estão exaltando a tal obra, sem pensar naquilo tudo como uma realidade. O que ouço geralmente, após alguns minutos de discussão é: mas é ficção! Separa-se então ficção da vida real? O que gostamos, acompanhamos e defendemos, pode não ter nada a ver com a nossa vida e nossas convicções? Nisso eu não acredito, até porque o que define uma pessoa é tudo o que ela acredita.
Na tal obra, que todos já devem saber o conteúdo ou pelo menos o teor, uma moça recatada e virgem conhece o tal super-homem, macho alfa, que já havia feito um contrato com outras quinze mulheres, no qual exigia que fossem submissas à ele em troca de terem a honra de estar aos seu lado, mas somente para satisfazer os seus prazeres, em seu quarto masoquista, e se encanta por ele!  Além disso, ele é bonito e muito rico, dá a ela notebook, carro, passeio de helicóptero. E como sabemos, nossas mães nos ensinaram e vamos repassar pras nossas filhas, isso tudo é muito certo, se entregar ao cara mais bonito e rico que você encontrar e se submeter ao que ele mandar... Sério? 

Sinceramente? Desisti de tentar entender! A maioria das mulheres condena a nossa velha conhecida Amélia, mulher de verdade, dona de casa que vivia para satisfazer as necessidades do marido, mas venera a tal Anastasia, virgem, que encontrou o pote de ouro ao se tornar a atual submissa de um cara que manda e desmanda nela, a trata como objeto sexual e deixa claro que é dono dela... Até quando ele enjoar claro.
Será a Anastasia a nova Amélia? Cadê as mulheres de verdade?


sexta-feira, 30 de março de 2012

Que bicho você é?


Depois da crise econômica assolar o nosso mundo e começarmos a nos recuperar, aliás, segundo nosso presidente Lula, nunca nem fomos afetados, o que mais algumas pessoas, de sorte, diga-se de passagem, fizeram, foi entrevista de emprego.
Ah, e que momento mágico, a tábua de salvação quando a corda no pescoço já está bem apertada. Primeiro manda-se o currículo via internet, pessoalmente não porque já não é aceito, é coisa da época que nele constava datilografia. Depois de feito o cadastro vem a espera, olhar no celular a cada minuto, testar se está mesmo com sinal, é mais ansiedade que esperar o telefonema no dia seguinte ao primeiro encontro.
Quando finalmente recebemos o retorno, meses depois do prometido, é uma mistura de alívio e mais ansiedade. Sim, muito mais, afinal agora será frente a frente, a famosa e temida dinâmica. Será que dinâmica tem alguma coisa a ver com dinamite? Melhor nem pensar nisso antes dela. 
Um dia antes do marcado, a roupa já está devidamente preparada (aquela que é especial para entrevistas de emprego, sempre a mesma), o relógio colocado pra despertar uma hora antes do necessário e a televisão ligada, afinal dormir é a única coisa que ninguém consegue fazer no dia anterior ao da entrevista de emprego.
Chegado o dia, o candidato comparece ao local marcado uma hora antes do horário agendado, só pra garantir, aliás, todos os candidatos. Todos entram na sala e então conhecem o dono do seu destino, aquele que tem você nas mãos, o psicólogo ou chefe de Recursos Humanos. 
Primeiro as provas: português, matemática, redação, que com toda certeza terá um tema que você nunca ouviu falar, mas que vai dissertar por linhas e linhas até perceber que seu texto está maior do que o do candidato ao lado. 
Depois das provas ela, a dinâmica. Todos se apresentam, falam de suas experiências profissionais como se sua função exercida até o momento tivesse salvado a humanidade, tamanha a importância. Finalmente, o psicólogo aborda cada um dos presentes, e aí descobre-se que todos tem ótimas e inúmeras qualidades, mas também têm um defeito: a ansiedade, porque dizem que esse defeito é o padrão para se falar nas entrevistas de emprego. As pessoas egoístas, malvadas, vingativas ou até mesmo tristes, essas nunca vão a entrevistas assim, só as ansiosas comparecem. 
Então de repente, no auge da tensão de todos, o psicólogo pergunta: “Se você fosse um bicho, qual bicho você seria?”. Bicho? Mas você é tão feliz sendo um simples ser humano até hoje e agora tem que ser um bicho? O candidato pode até tentar, em frações de segundo, decifrar a lógica da questão, mas a lógica é lógica, nenhuma. Então, entre questionar se ele estudou anos na faculdade, fez pós-graduação, participou de uma dinâmica pra entrar na empresa dele e estar apto para aplicar a sua dinâmica, para isso? O pobre candidato simplesmente faz sua melhor cara de conteúdo e se divide em respostas como: “Eu seria uma girafa, porque as girafas gostam de trabalhar em grupo”, ou “eu seria um elefante, que é inteligente e compreensivo”. Quem foi que disse que a girafa trabalha em grupo? E o elefante, alguém perguntou pra ele se ele é mesmo compreensivo? Mas diante da cara de satisfação do entrevistador você pensa: “esse emprego é meu”.
E, a partir de então, você entra nas estatísticas de que o desemprego vem diminuindo no Brasil. Deve ser por causa da consciência ecológica, todos sabem muito mais sobre os bichinhos.


*Crônica escrita em 18/11/2009

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Aprendendo a amar


Aprender a amar, tem fórmula? Ensina na escola ou é em casa que se aprende?

Sempre tive a certeza de que não se aprende a amar, simplesmente se ama. Passamos a vida inteira convivendo com amores despretensiosos, puros, aqueles que só dependem da sua intensidade de amor para serem plenos. O amor de mãe, ou melhor ainda, o amor dos pais. Esse é o mais fácil, nada é necessário para atraí-lo ou mantê-lo e o simples fato da sua existência já basta para que ele exista. Os amores da infância. O ursinho velho já encardido, a mamadeira, o berço, tudo arrancado à força para que pudéssemos crescer, mas que receberam um amor incondicional e que levamos muitas vezes para a vida toda. Falando ainda de infância, o amor das crianças é simples. Um se aproxima, olha, o outro ri e pronto, com toda sua inocência, já se amam desde aquele momento. Aquela planta que parece crescer mais forte quando damos atenção e água, os animais de estimação que nos estimam em troca de cafunés e tantos outros amores.

Ouvimos os poetas declamarem sobre outro tipo de amor, um que pode até machucar, mas que tem o poder de curar qualquer tristeza. Esse que, apesar de termos amado a vida toda, passamos toda nossa existência em sua busca.

Lutamos, procuramos, muitas vezes nos confundimos achando que ele foi encontrado, mas não. Quando ele chega tudo muda, nós sabemos que é ele e então descobrimos que não sabemos amar. Não esse amor. Para esse amor não basta a nossa existência ou um agrado. Ele é exigente e quer ser correspondido, cuidado, administrado diariamente para que sobreviva aos dissabores e desamores que o acompanham.

Declarações apaixonadas, entrega e devoção darão intensidade mas não será o suficiente. Quando ele chega, acompanhado de uma dose intensa de paixão, ficamos sonhando, planejando futuros próximos ou distantes e idealizando que ele é e seja sempre perfeito. Mas é com os pés no chão, acordados para a realidade que descobrimos que ele está longe da perfeição. Muitas vezes é o seu oposto, repleto do que você contesta ou condena e ele erra, ah como erra. Te machuca da forma que você não aceita, dele não! E você faz exatamente a mesma coisa com ele, descarregando de uma vez todas as suas imperfeições e defeitos.

Para lidar e cultivar esse amor tão carregado de emoções é necessário serenidade sempre. Saber colocar toda a carga de sentimentos ao lado e dar lugar à sensatez. É preciso entender que tudo o que você teve e amou continuam com o mesmo espaço e importância que tiveram sempre e que são esses amores que te apoiarão nas suas dúvidas, desilusões e decisões justamente, amorosas. É preciso saber ouvir para pensar e saber falar. Antes de entender o outro é preciso se entender. Ter ciência dos próprios sentimentos e aceitar seu valor e importância. E amar a si mesmo é o mais difícil, afinal, você conhece todas as suas fraquezas e defeitos mais do que ninguém e vai conviver com você para sempre.

Se amando, é possível amar e permitir ser amado. Entender que assim como você, não existe amor perfeito, mas sim o seu amor, que te faz feliz sem motivo, somente sendo seu.

Aprender a se amar é o caminho para aprender a amar.