Será que estou perdida no tempo
ou não me encaixo já nesse mundo? Porque sinceramente sempre fui feminista,
dessas que não odeiam os homens não, mas têm uma vontade enorme de lutar pelos
direitos e liberdade das mulheres... Com bastante moderação é verdade, nunca
queimei nenhum sutiãzinho sequer! Mas atualmente me sinto perdida, tudo o que
achava que sabia sobre nós mulheres está caindo por terra... Ou será que a
maioria das mulheres está mais perdida que eu? Ou será tudo um modismo imposto
pela massa? Que dilema!
Tudo pra dizer: Não, eu não
entendo as mulheres que exaltam a voz no último tom, de peito estufado pra
dizer que a-do-ram o livro/filme 50 tons de cinza! Nossas avós tiveram tanto
trabalho, queimando os tantos sutiãs que eu não queimei em prol de bem maiores,
como o nosso direito que gostar e fazer o que quisermos, de exigir respeito e
igualdade, entre tantas outras boas intenções, mas ganharam o que? No máximo
alguns peitos caídos e muito desgosto!
Vejam, não critico a forma de
“amar” das pessoas, cada um sabe de si, da sua própria vida e faz dela o que
quiser. A questão é que, mulheres que naturalmente, por sua forma de agir,
pensar e viver, condenariam o discurso do livro/filme, estão exaltando a tal obra, sem pensar naquilo tudo como uma realidade. O que ouço
geralmente, após alguns minutos de discussão é: mas é ficção! Separa-se então
ficção da vida real? O que gostamos, acompanhamos e defendemos, pode não ter
nada a ver com a nossa vida e nossas convicções? Nisso eu não acredito, até
porque o que define uma pessoa é tudo o que ela acredita.
Na tal obra, que todos já devem
saber o conteúdo ou pelo menos o teor, uma moça recatada e virgem conhece o tal
super-homem, macho alfa, que já havia feito um contrato com outras quinze
mulheres, no qual exigia que fossem submissas à ele em troca de terem a honra
de estar aos seu lado, mas somente para satisfazer os seus prazeres, em seu
quarto masoquista, e se encanta por ele! Além
disso, ele é bonito e muito rico, dá a ela notebook, carro, passeio de
helicóptero. E como sabemos, nossas mães nos ensinaram e vamos repassar pras
nossas filhas, isso tudo é muito certo, se entregar ao cara mais bonito e rico
que você encontrar e se submeter ao que ele mandar... Sério?
Sinceramente? Desisti de tentar
entender! A maioria das mulheres condena a nossa velha conhecida Amélia, mulher
de verdade, dona de casa que vivia para satisfazer as necessidades do marido,
mas venera a tal Anastasia, virgem, que encontrou o pote de ouro ao se tornar a
atual submissa de um cara que manda e desmanda nela, a trata como objeto sexual
e deixa claro que é dono dela... Até quando ele enjoar claro.
Será a Anastasia a nova Amélia? Cadê as mulheres de verdade?
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