Primeiro o embate era sudeste contra nordeste, até as
eleições. Aí o politicamente correto bateu na porta e as hostilizações tiraram
uma folga... Folga de carnaval. Agora a briga é entre classes, quem é mais
elite? Quem é mais “coxinha”? Mas no final das contas o que vale é brigar.
A luta ou defesa sempre é válida, mas quando tem embasamento,
quando tem conhecimento do que fala, ou grita. Talvez os gritos e coros fossem
muito mais ouvidos e surtissem mais resultado, se todos soubessem o que
precisam, querem e que o outro, independente quem seja, merece respeito.
Parece que quanto mais nos modernizamos mais a nossa sociedade
quer viver numa selva. Impera a lei do mais forte, mais poderoso ou mais culto.
Mesmo que isso não seja verdade, se o indivíduo tem essa convicção, ele vai
querer esmagar o outro, o tal do seu opositor. Nem a vitória vale tanto quando ver
o adversário derrotado, humilhado. Se fulano torce por um time, não basta sua
vitória, o melhor vai ser zombar do perdedor no dia seguinte. Se temos um
partido ou convicção política, não basta lutar pelos nossos ideais, temos que mostrar
e provar que o outro é inculto, desinformado, burro mesmo, por não pensar como nós.
Por que será que cada vez fica mais difícil ver por aí
alguma frase começando com “entendo...” e com um “porém...” no meio, quem sabe
até um “obrigada” no final? As pessoas estão mais dispostas a mandar goela
abaixo sua opinião e partir pra briga, sem pensar se aquilo vai ofender ou
ferir quem está do outro lado.
Liberdade de expressão sempre, mas com uma boa dose de respeito,
por favor!
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